Canto desprovido de qualidade
Olhos azuis de felicidade
Canto por amor
Canto de coração sem travas
Como o grito do guerreiro em batalha
Canto por ser verdade
Canto sem ter pendor
Sem nenhum pudor
Nem meço palavras
Canto pra libertar fantasmas
E ao cantar a tristeza se cala
Em cantos de toda sala
Canto mais minha canção
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
Em Cantos – Aos Cantos...
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Rangel Castilho
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sábado, 7 de maio de 2011
O Quadro Que Eu Pintaria – Nossa Alegria...
O pincel que pinta meus dias
Perdeu as cerdas
E já arranquei os pelos da cabeça
Tentando achar alegria
As cerdas de um bigode velho
Despontam em branco num sorriso amarelo
E tudo que era belo no mundo
Ficou cinza da cor da bacia
A bacia encheu do choro meu
Nem sei mais por quem choraria
Só sei que chorei pelo teu eu
Que eu tanto queria.
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Rangel Castilho
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15:16
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terça-feira, 29 de março de 2011
Pelo Pão Sem Poesia - Vai-se Mais Um Dia...
Esqueci-me de ser poeta
Duros dias esculpi sob o suor
Aprendi esgueirar-me entre as frestas
De apanhar, e apanhar, e ser pior.
Esqueci-me de viver suavemente
Emudecido contemplar o arrebol
Desde o orvalho saciar a mente ardente
Dessa paixão, fogo meu de intenso sol
Esqueci-me de viver, agora sei
Preocupado em ganhar poucas moedas
Antes vivia, peito aberto, feito um rei
Hoje, mendigo, passo as horas frente à tela.
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Rangel Castilho
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18:13
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sábado, 22 de janeiro de 2011
Em 2011 Tudo Vai Pintar - Vou Mudar a Cor de Tudo...
A cor do vazio
Branqueou minha cabeça
Até você pintar...
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Rangel Castilho
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14:19
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sábado, 25 de setembro de 2010
Não Antecipo À Minha Morte - Meu Melhor Lance De Sorte...
Não antecipo à minha morte
O choro de minhas derrotas
Meu melhor lance de sorte
A força de preces devotas
Não antecipo à despedida
O lamento de minhas dores
Minha lágrima mais sentida
A grandeza de meus amores
Não antecipo à saudade
A alegria de meus sorrisos
A certeza de minhas verdades
O amor de meus amigos
Quero ao descer à terra
O choro, as preces dos fortes
A última lágrima sincera
O último adeus de morte
Quero a volúpia do adeus
E num breve ato final
O aceno dos meus
E a derradeira pá de cal
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Rangel Castilho
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07:33
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sábado, 18 de setembro de 2010
Mais Uma Jornada - Enquanto o Tempo Acaba...
O tempo finge morrer
Enquanto decomponho
Ferro naufragado vou oxidando
Desfeito a cupins, tronco decepado
Sou água ao sol
Sob o calor dos meridianos
O tempo finge parar
Enquanto adormeço
Feito casco de navio
Vou escamando
Cresço enquanto pereço
Atrás do futuro acabando
Vou sonhando enquanto apodreço
Enquanto controlo horários
O tempo finge obedecer
Invento horas pra viver
Enquanto vivo a morrer
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Rangel Castilho
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10:38
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Entardece ou Quando o Amor Acontece...
Sob o amor,
Sombra do paraíso,
Em dia de verão
Primavera fica nua...
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Rangel Castilho
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10:37
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