O gosto de hortelã que tem você
Vem da horta onde brota nosso amor
Vem da terra onde goteja o suor
Do claro das manhãs que vem nascer
O toque de teu corpo doce flauta
Vem da valsa que embalamos nosso amor
Vem do sopro vem do ar que já me falta
De onde bebo o suco de teu pudor
O sal de onde a carne tua exala
Escreve em mim atalhos ao paraíso
De resto igual ao sussurro de tua fala
Meu ser dilui ao céu sem ter juízo
(De ti há de ser todo amor
Que faço vida ao acordar...)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Valsa de Nosso Amor - E – O Suco de teu Pudor...
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Rangel Castilho
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08:59
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Você e Minha Poesia – A Soma dos Dias...
Lembrar de você
É ver o céu chover
Em cores e tintas de entardecer
Rolar na grama do jardim
Encabulado até sorrir de mim
Ao lembrar de você.
Lembrar de você
É debaixo do cobertor
Esquecer o frio que vem do corredor
Chamar inverno de ventilador
Rir de meu tremor
Ao lembrar de você.
Lembrar de você
É viajar em dias que se vão
Ir de trem até o fim do clarão
Cantar até enrouquecer
Chorar até enlouquecer
Ao lembrar de você.
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Rangel Castilho
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17:32
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Veio na Brisa – Veio Curar as Feridas...
Veio na brisa
Em sussurro de veio d’água
Uma canção de por em transe
Mão de apagar as mágoas
Abraço de curar feridas
Tua voz que não há quem não se encante
Veio tal qual folha ao vento
Freqüência AM que não há quem não alcance
Veio encantar meus olhos cegos
Veio guiar meus passos pequenos
Veio me trazer a calma
Tirar-me os pregos
Tirar-me o veneno
Tirar-me os pecados que trago na alma
Veio por fim
Em condição tão temerária
Veio por mim
Por um sorriso em minha cara.
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Rangel Castilho
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16:32
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Na Memória um Filme Colorido - Amanhã Saudade vai Desbotar meu Sorriso...
Aos olhos daquela que inaugura a noite
Choro o pranto mais doído
Ao colo lembranças urdidas como açoite
Na memória passa um filme colorido
Amanhã saudade vai desbotar meu sorriso
Não espero trens que levam gente
Nem manhãs que tragam o sol
Não tenho pedidos pra estrela cadente
Meu coração conservo em sal
Desespero a vida adivinhando um final
Do que tenho eu sei saudade
Mão que me carrega abrindo dias
No fundo das gavetas a felicidade
Que era minha repousa num velho baú de fotografias
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Rangel Castilho
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16:29
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A Parte Mais Rasa de Teus Olhos Claros - Ou - Teus Olhos Disparam Raios...
A parte mais rasa de teus olhos claros
Me traga irremediavelmente
Me faz de âncora pra seus raios
Um cais pra atracar os dentes
Uma alcova pra seus desmaios
Traz um tesão que me explode a mente
A parte mais rasa de teus olhos
Me faz de gato e sapato
Massageia-me em óleos
Faz-me de lente de contato
Fiador de seus imbróglios
Cumplicidade de ser amado
Tenho medo desses olhos ricos
Dessa doçura encantada que me chama
Que me faz esquecer os perigos
Tenho medo de me ouvir dizer: me ama
Não saber calcular os riscos
Desses olhos que me comem sobre a cama
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Rangel Castilho
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16:27
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Sem Teus Olhos a Me Cuidar - Sou Sereno Sem Molhar...
Sem teus olhos a me cuidar
Sou nevoeiro sob o céu
Desenho de Ícaro pelo ar
Perco as asas de papel
Sou andarilho sem lugar
Contra o vento vou ao leo
Sem tuas mãos a me acenar
Sou poeira pela estrada
Porto seco a naufragar
Sou areia que se espalha
Sou sereno sem molhar
Sou o pó da caminhada
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Rangel Castilho
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07:57
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a letra maiúscula – mania minúscula...
a letra maiúscula guardo para grandes ocasiões
fraque, cartola - smoking verbal
coisa de quem fica velho e com manias
coisa de quem ainda gosta de marchinhas de carnaval
camas macias e almofadões
letra maiúscula é formalidade
porteiro exigente de acordos e considerações
a letra maiúscula é muro de represa
sobrepõe-se ao rasteiro chulear das palavras
dita moda, incomoda, faz defesa
faz barreira, faz estoque
letra maiúscula é tropa de choque
o resto é comboio sem trava
é rabo de cometa, é reboque.
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Rangel Castilho
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07:55
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