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sexta-feira, 1 de julho de 2016

O TUCANO E MINHAS GOIABAS...



Parece uma matraca
Chega e alvoroça a manhã
Veio de olho em minhas goiabas
Olhos brilhando qual aldebarã

A goiabeira nasceu assim
Sem eira nem beira trazida por um seu
Caiu ao solo a semente, achou amparo
aquietou-se, despertou, floresceu

Esse tucano é velho conhecido
Visita também o vizinho e suas bananeiras
Faz um alvoroço, tem medo de perder o pescoço
Só começa a comer quando sente firmeza

A goiabeira esse ano estava feliz
Produziu belos frutos, doces pecados
Tão bem fez que virou chamariz
De tucanos, sabiás e periquitos mal educados

Os periquitos, esses bagunceiros
Além de comer toda a produção
Fazem um alvoroço, uma algazarra
E a sujeira esparrama pelo chão

Eu aqui, de minha varanda
Sigo o voo, viro pássaro imaginário
Ao morder uma goiaba madurinha
Sigo o mesmo itinerário...




segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Brasil é Uma Árvore - Pau Neles!

Quando havia quem o amava
E corriam por entre a selva, o rio e o mar
E dançavam suas danças agradecendo o sol
E tudo funcionava, chegaram os que vinham dizimar

De além mar vieram sujos, fedidos e arrogantes
Aqui eram milhões de habitantes
Índios! gritaram, selvagens! proclamaram
E aprenderam a tomar banho e se deleitar

Quando os que aqui amavam foram violentados
Mortos, dizimados, sobrou a selva, a mata e seu tesouro
E os sujos e fedidos derrubaram tudo o que era achado
Chamavam de Pau Brasil - aquele imenso canteiro de ouro

Hoje os sujos e fedidos continuam sua saga
Querem a Petrobrás - o seu ouro negro
Querem o poder dos reis no congresso e na bala
E dizimam sonhos, democracia e outros enredos

Os que amavam aqui, como ontem, estão dizimados
Desamparados fogem para a puta que pariu
Choram todos os limites de civilidade (que caem pela violencia)
Choram a nova morte de nosso amado Brasil

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Tô de Volta!!!

Depois que a vida me atropelou
Me mastigou, me engoliu e vomitou

Depois que a vida me corrigiu
Me despiu, me redimiu e desistiu

Depois que a vida me abandonou
Me achacou, me caluniou e aceitou

Estou de volta como voltam
As crises renais...
Estou de volta como voltam
As contas mensais...

Estou de volta como voltam
Os renitentes, os insistentes
Estou de volta porque não consigo ficar longe de minha gente...

sábado, 1 de junho de 2013

Epitáfio e Silêncio - Talvez Reconhecimento...



Depois de morto
Não quero reconhecimento
Só uma lápide de cimento...

A Saudade Fuma Muitos Cigarros

A saudade fuma muitos cigarros
A saudade toma muito café
A saudade não penteia os cabelos
Nunca toma banho
Nem sabe o que é

A saudade não sabe cantar
A saudade nem sabe sorrir
A saudade não sabe ir embora
Nem morrer
Só fingir

A saudade é dia nublado
Encontro marcado
Com dona tristeza
A saudade é olho molhado
Um sonho acordado
Com tua beleza

Pra Um Novo Ano - Novos Planos...

E quando o ano de novo chegar
E tudo prometer ser novo
Eu vou fazer planos no ar
E tudo terá um brilho de ouro

E quando o ano de novo chegar
Feito uma janela pro futuro
E eu fazer planos e sonhar
Enxergar castelos no escuro

E quando o ultimo dia chegar
Fechar as portas e dizer adeus
Quero saber de teu olhar
Se eles estarão nos meus
Quando o ano de novo chegar...

Te Pago Com Traição - Meu Querido Irmão...



Quando a artilharia cessou e os gritos cessaram
Quando a poeira baixou e os olhos puderam ver
Viram os Terena lado a lado aos soldados
E a tropa paraguaia rechaçada a correr

Quando não havia mais alimento
E a soldadama precisava descansar
Das aldeias é que vinha o sustento
Entre irmãos, dormir, beber e sonhar

Quando a artilharia cessou e a guerra acabou
Quando a paz enfim parecia altaneira
O grande líder branco aos soldados presenteou
Com a terra dos Terena a conquista pantaneira

Foi a paga por agradecimento
A traição dos brancos roubou seu orgulho
Hoje a "bugrada" não tem merecimento
Porque na guerra enterrou seu futuro