Seguidores...

terça-feira, 2 de maio de 2017

O QUE NÃO MUDA NO MUNDO É VOCÊ...


O sol nasce cada dia
E faceiro irradia seu calor
E ninguém desconfia que mudou
Vem de outro ponto e outra rota
Não respeita a mesma cota
De calor, de luz e intensidade.

Faz conluio com o clima
Com as nuvens e com a chuva
Não anda de luvas nem amacia
Quer mudar muda quer ficar fica
Dá uma lição a quem explica
Sem saber o que não sabe

Só o que não muda nessa terra
É o ignorante que não berra
Morre calado apostando no escuro
Erra e não aceita entregar os pontos
Fica feito tonto batendo em espinhos
O que podia ser um novo caminho
Vira buraco onde ele se enterra...

sábado, 10 de setembro de 2016

MEU VÔO SOLO - TALVEZ NEM SAIBA VOAR...


Pensei ser nuvem de algodão
Branca passagem pelo céu
Esqueci o nome do cidadão
Me lembraram de um tal Rangel

Absorto vejo sobre os montes
Campos abertos pelo trator
Abrindo novos horizontes
Com mais dor, com mais calor...

Passarinhos azuis e verde esperança
Desistiram de voar
Estão em cestos de lixo, revirando a lambança
De homens feito para arruinar

Pensei ser passarinho livre no céu
Mas alguém me acordou e cai do muro
Voltei a ser um Rangel
Mais um homem destruindo o mundo.

A cada papel de bala jogado pela janela do carro
A cada sacola de mercado boiando nos rios
A cada eletrônico pelas ruas descartado
A cada vez que finjo não ser comigo

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O TUCANO E MINHAS GOIABAS...



Parece uma matraca
Chega e alvoroça a manhã
Veio de olho em minhas goiabas
Olhos brilhando qual aldebarã

A goiabeira nasceu assim
Sem eira nem beira trazida por um seu
Caiu ao solo a semente, achou amparo
aquietou-se, despertou, floresceu

Esse tucano é velho conhecido
Visita também o vizinho e suas bananeiras
Faz um alvoroço, tem medo de perder o pescoço
Só começa a comer quando sente firmeza

A goiabeira esse ano estava feliz
Produziu belos frutos, doces pecados
Tão bem fez que virou chamariz
De tucanos, sabiás e periquitos mal educados

Os periquitos, esses bagunceiros
Além de comer toda a produção
Fazem um alvoroço, uma algazarra
E a sujeira esparrama pelo chão

Eu aqui, de minha varanda
Sigo o voo, viro pássaro imaginário
Ao morder uma goiaba madurinha
Sigo o mesmo itinerário...




segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Brasil é Uma Árvore - Pau Neles!

Quando havia quem o amava
E corriam por entre a selva, o rio e o mar
E dançavam suas danças agradecendo o sol
E tudo funcionava, chegaram os que vinham dizimar

De além mar vieram sujos, fedidos e arrogantes
Aqui eram milhões de habitantes
Índios! gritaram, selvagens! proclamaram
E aprenderam a tomar banho e se deleitar

Quando os que aqui amavam foram violentados
Mortos, dizimados, sobrou a selva, a mata e seu tesouro
E os sujos e fedidos derrubaram tudo o que era achado
Chamavam de Pau Brasil - aquele imenso canteiro de ouro

Hoje os sujos e fedidos continuam sua saga
Querem a Petrobrás - o seu ouro negro
Querem o poder dos reis no congresso e na bala
E dizimam sonhos, democracia e outros enredos

Os que amavam aqui, como ontem, estão dizimados
Desamparados fogem para a puta que pariu
Choram todos os limites de civilidade (que caem pela violencia)
Choram a nova morte de nosso amado Brasil

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Tô de Volta!!!

Depois que a vida me atropelou
Me mastigou, me engoliu e vomitou

Depois que a vida me corrigiu
Me despiu, me redimiu e desistiu

Depois que a vida me abandonou
Me achacou, me caluniou e aceitou

Estou de volta como voltam
As crises renais...
Estou de volta como voltam
As contas mensais...

Estou de volta como voltam
Os renitentes, os insistentes
Estou de volta porque não consigo ficar longe de minha gente...

sábado, 1 de junho de 2013

Epitáfio e Silêncio - Talvez Reconhecimento...



Depois de morto
Não quero reconhecimento
Só uma lápide de cimento...

A Saudade Fuma Muitos Cigarros

A saudade fuma muitos cigarros
A saudade toma muito café
A saudade não penteia os cabelos
Nunca toma banho
Nem sabe o que é

A saudade não sabe cantar
A saudade nem sabe sorrir
A saudade não sabe ir embora
Nem morrer
Só fingir

A saudade é dia nublado
Encontro marcado
Com dona tristeza
A saudade é olho molhado
Um sonho acordado
Com tua beleza