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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DEPOIS DO QUEBRA TORTO...

Bebeu do leite morno
Tirado agorinha das tetas
Madrugada é noite ainda
E o quebra torto já esta na mesa

O arroz carreteiro e a farinha
O feijão no fogão de lenha
A mandioca que se desmancha
A aurora que se desenha

O cavalo dispara e já faz poeira
O vento faz curva na invernada
Parece um retrato na parede
Essa lida pantaneira da boiada

Ê boi
Ê boiada
Longe se ouve

Gritos da peonada

Cultura, Educação e Arte - Quero Minha Parte...

Não quero ser um ator de novelas
Ou ser um padre pra rezar novenas
Não quero ser um pintor de aquarelas
Ou um herói que se vê nos cinemas

Eu quero ser o melhor que consigo
Nem pobre nem rico
Quero a parte que me cabe
Mas quero fora desse circo

Não me ponha freios que não sou animal
Não me discipline que não sou bonifrate
Não me diga que eu quero o carnaval

Eu quero cultura, educação e arte

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O REI PELUDO - PELADO USA VELUDO...

O Rei na grande piscina pensa que é peixe
Bate as barbatanas e se assanha
Com a possibilidade de subverter a natureza
De ser peixe embora seja só propaganda

O Rei flutua sobre a sua ignorância
Em pleno 2017 acredita em contos dos Grimm
De vampiro a mocinho com pistolas de chumbinho
O pobre menino não leu o livro até o fim

O Rei não sabe nada sobre movimentos
Se o povo põe alguém esse alguém escreve o epitáfio
Se o Rei se impõe o povo altera o ultimo parágrafo
E acaba dono do poder sem deferimentos

O Rei na grande piscina é uma isca
Onde jogam seus anzóis grandes e poderosos
Quanto mais vorazes maiores os dividendos
Maiores as perdas e os traidores impiedosos

A isca é para ser comida em nome do anzol
O anzol é engolido em nome da maldita fome
A fome é criada, funcionária, agente, subalterna
Do rei que é criado, funcionário, agente, subalterno do homem

O homem inventou o capital
E se deu mal...

terça-feira, 2 de maio de 2017

O QUE NÃO MUDA NO MUNDO É VOCÊ...


O sol nasce cada dia
E faceiro irradia seu calor
E ninguém desconfia que mudou
Vem de outro ponto e outra rota
Não respeita a mesma cota
De calor, de luz e intensidade.

Faz conluio com o clima
Com as nuvens e com a chuva
Não anda de luvas nem amacia
Quer mudar muda quer ficar fica
Dá uma lição a quem explica
Sem saber o que não sabe

Só o que não muda nessa terra
É o ignorante que não berra
Morre calado apostando no escuro
Erra e não aceita entregar os pontos
Fica feito tonto batendo em espinhos
O que podia ser um novo caminho
Vira buraco onde ele se enterra...