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sábado, 18 de setembro de 2010

Mais Uma Jornada - Enquanto o Tempo Acaba...

O tempo finge morrer
Enquanto decomponho
Ferro naufragado vou oxidando
Desfeito a cupins, tronco decepado
Sou água ao sol
Sob o calor dos meridianos

O tempo finge parar
Enquanto adormeço
Feito casco de navio
Vou escamando
Cresço enquanto pereço
Atrás do futuro acabando
Vou sonhando enquanto apodreço

Enquanto controlo horários
O tempo finge obedecer
Invento horas pra viver
Enquanto vivo a morrer

Entardece ou Quando o Amor Acontece...

Sob o amor,
Sombra do paraíso,
Em dia de verão
Primavera fica nua...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pra Um Dia De Aniversário - Para Um Breviário, Para Um Diário...

Nesse meu aniversário
Queria um presente seu
Pra guardar em meu relicário
Uma carta, uma flor, um adeus

Uma lembrança desses momentos
Pra deixar em meu diário
Tua presença e teus pensamentos
O concreto e o imaginário

Queria te guardar num aquário
Num cofre mais seguro
Pra poder te ter num santuário
Pra poder te ter lá no futuro

Pra quando a saudade bater
Poder voltar no calendário
E eternamente poder te ter
Meu amigo, meu irmão, meu breviário

sábado, 22 de maio de 2010

Pensamento - Curativos e Remendos...

Pensei que pudesse te amar
Como a todas que um dia amei
Te gostar do jeito que já gostei
Pensei que soubesse te amar...

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe – O Princípio De Tudo...

Mãe, senhora da vida
Corpo afeito a milagres
Ninho da humanidade
Mulher, santa querida

Mãe, senhora do amor
Princípio e continuidade
Luz de toda claridade
Dona de todo senhor

Mãe, senhora da luz
Portal de destinos
Razão de meus sorrisos
Linha mestra que me conduz.

PS - Já havia publicado esse poema,
mas em nome das mães acho que posso me repetir...

Salve, Mãezinha querida!!!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Remédio e o Veneno...

Tolos mortais
Inventam remédios
Pra viver mais

Doce veneno
Em doses letais
É a agulha do tempo...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Nesses Acordes Sinceros - Te Bebo e Te Venero...

Nesses acordes tão sinceros
Venero teus olhos morenos
Veneno que eu mais preciso
Que deixa meu corpo ardendo

Nessa tontura que me abraça
E enlaça meu coração
Me entrego e te bebo feito cachaça
Cantando esse refrão

Aspiro seu hálito quente
A mente queimando em desejo
Teu beijo aumenta a febre
Que aumenta esse meu desejo

Por esses teus olhos tão pequenos
Janelas do paraíso
Te bebo em copos de veneno
Vivo ou morro se for preciso