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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Nas Curvas de Seu Prazer - Modinha do Amor Fingido...

Morena dos olhos fingidos
Morena do beijo gostoso
Seu mal é brincar comigo
Meu mal é seu corpo cheiroso

Morena não tem mais jeito
Eu já não posso esconder
Morena eu to perdido
Nas curvas de seu prazer

Morena eu tentei correr
Pra longe de teu feitiço
Morena eu fui me entregar
Pra esses olhos fingidos

Se existe felicidade
Eu não posso lhe dizer
Eu vivo essa maldade
Que é gostar de você

Haiku - A Luz...

A leitura
Desarmou o bruto
Houve lucro.

Haiku - Encontrão...

Amor à primeira vista
Sem guarda-chuva;
A chuva precipita.

domingo, 28 de outubro de 2007

Haiku - Pra Vida Inteira...

O mal e o bem,
Viagem do mesmo trem.

Haiku - Tudo Se Transforma...

Um vento virador
Virou roma
Que virou amor

Entre a Lua e o Sol e as Razões de um Post Scriptum

Se aluado,
não me prendem convenções.

Luz do sol fico amuado,
descaboclo,
civilizo...

Aluado fico sábio:
lavro traços temperados.

Luz do sol imbecilizo.
Terno preto, encalacrado.

Post Scriptum: Mortifico.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Sem Saber Dizer - E A Palavra Consola

Palavra não há de explicar
As coisas de meu coração
Palavra não sabe contar
Revelar essa minha paixão

Palavra não tem sedução
Palavra não deixa eu falar
Palavra não tem emoção
Palavra só me faz calar

Palavra é só um caminho
Que a gente pode escolher
Nessa estrada eu sigo sozinho
Porque eu nunca soube dizer
O quanto lhe tenho carinho
O quanto lhe tenho querer

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Odores - Mil Maneiras de Provocar...

Em mil canções te procurei
Em mil poemas quis te inventar
Em mim, florais de te querer
Em ti, brinquedos de se ocultar

Em mil pedaços me espalhei
Em mil buracos a te procurar
Em mim, perfumes de te envolver
Em ti, joguinhos de provocar

Em mil carinhos me fiz paixão
Em mil maneiras de te amar
Em mim, odores de teu tesão.
Em ti, prazeres de se entregar...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Por Teu Amor - Já Nem Sei O Que Faço...

Por teu amor
Luz que Deus me deu
O céu se fez azul
Feito a cor dos olhos teus

Por teu amor
Pesquei estrelas pra te enfeitar
Por teu amor
Me fiz aquarela pra te colorir
Por teu amor
Sou um barco a vela pra te navegar
Por teu amor
Me fiz passarinho pra te ver sorrir

Por teu amor
Chorei tanta lágrima e enchi o mar
Por teu amor
Me fiz calor pra te aquecer
Por teu amor
Acordei o sol pra te iluminar
Por teu amor
Me fiz abraço pra te envolver...

sábado, 20 de outubro de 2007

De sentimentos - E Seus Temperos...

Não, não me traga noticias de lá
Que eu te quero afiada
Como ponta de espada
Pra quando eu voltar

Não, não me diga mais nada
Que eu te quero danada
A me seguir nessa estrada
Até um dia eu chegar

Saudade,
Já lhe fiz tempero
Já virastes sustento, feito alimento
E é quase um desespero, um entrevero
Se não te sinto cá dentro...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Uma Flor em Botão - Uma Rosa de Adeus...



Dentro de teus olhos tem um segredo
Uma casca grossa de vazio e solidão
Um esbranquiçado de velhos medos
Uma confidência cultivada em devoção

Dentro de teus olhos tem um amor
Uma janela que o tempo emperrou
Nenhuma palavra de partida e dor
Uma história que nunca acabou

Dentro de teus olhos tem uma flor
Uma rosa vermelha em botão
Deixada na cama sobre o cobertor
Nenhuma palavra de explicação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Palavras Na Boca – Tudo O Que Eu Sinto Por Você...

Não, não me ponha palavras na boca
Essas coisas tão loucas
Em que você quer acreditar
Em meu ouvido é tão bom
Ouvir tua voz rouca
O teu umbigo beijar
Tirar a tua roupa
Mas não me ponha palavras na boca
Mas não me ponha palavras na boca

Pra você é tão fácil
Para mim é impossível dizer que te amo
Não que eu seja insensível
É que palavras nunca irão dizer
O que eu sinto por você
Então não me ponha palavras na boca
Não, não me ponha palavras na boca....

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Olhos Pra Ver - Arco-Íris No Céu...

Brincadeira de aquarela imaginária!


Um céu de pandorgas
As águas salgadas do mar
As balas de aniz, tão gostosas
Calça jeans sem desbotar


Roupa de criança na chuva
Botina de ir trabalhar
Mancha de café na blusa
Um chocolate no bar – marrom.

Um carro de bombeiros
Sinal que me faz parar
Uma luz em frente ao puteiro
O sangue no corpo a pulsar


É a vida por preservar
Mata que devemos proteger
Árvores que precisamos plantar
Natureza que vamos defender – verde.


Bandeira da paz tão sonhada Bandeira da paz tão sonhada
Roupa de médico e enfermeiro Roupa de médico e enfermeiro
Ambulância que passa apressada Ambulância que passa apressada
Sapato de macumbeiro – branco. Sapato de macumbeiro

Um carro de funerária
Gato que nunca dá azar
Vestido que nunca falha
Aquele sapato de casar

A bicicleta do carteiro
Mamão na hora de colher
Pintinho novo no galinheiro
O sol quando vai nascer


O rosto da moça envergonhada
O tom do banheiro feminino
A flor da mulher amada
O palácio do governo argentino




1 - AZUL
2 - MARROM
3 - VERMELHO
4 - VERDE
5 - BRANCO
6 - PRETO
7 - AMARELO
8 - ROSA

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

E O Frio Dissipou - Foi Embora Quando Você Chegou...

O frio, que era meu destino
Dissipou, feito tristeza vê palhaço
Feito burro de menino
Igual distância vê atalho

O frio, que era um irmão
Foi-se embora, como escuro na aurora
Feito sabão no enxágüe da mão
Feito bola de sabão que estoura

O frio, que era todo meu açoite
Foi embora ao sentir seu olhar,
Fez-se dia claro o que sempre foi noite.
Tua luz me ensinou a amar...

Dados Lançados - Azar no Amor...

E a declaração em versos rimados.
E o perfume exalando em flor.
E o desenho dos corações cruzados.
E a última frase dizendo amor...

E o menino que leva a doce carta.
E tão distraído, erra de portão.
E quem recebe é a pessoa errada.
Que fica lívida com tanta paixão...

E que aconteceu como foi combinado.
E que fiquei esperando o amor.
Eis que então chega o menino distraído,
E me diz tão comovido:
- Eu sinto muito, Senhor.
Mas seu pedido, a madame recusou...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Eu Sei - Se Um Dia Acontecer...

Você vem assim do nada
Chega invade o meu espaço
Diz que está apaixonada
E se joga em meus braços

Você vem assim danada
Quer-me sempre para ontem
Vive numa pressa avoada
Diz que eu sou o seu homem

Você vem assim aluada
Coisa bela solta no ar
Lua nova – luar de prata
Coisa boa a me iluminar

Se um dia
Você não vier
É por que, eu sei,
Você virou mulher...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

l984 - Me Deixa Viver...

Sei lá
Coisas pra lá de estranhas acontecem
Quando a gente quer sonhar
Há um controle invisível
Que não nos deixa respirar

Você tem cinco decibéis para cantar
Tem o espaço que eu te der para usar
Nessa esquina você não pode parar

(Ligue o rádio e eles dizem o que você tem que escutar)

Você tem cinco crediários pra pagar
Sem um cadastro você não pode ficar
Sem fiador você não pode comprar

(Ligue para a proteção ao crédito e me deixe confirmar)

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Minha Rendição - Nem Queria Me Apaixonar...

Foi algo discreto
Uma bomba atômica sem som
Acabou comigo
E tudo que estava por perto...

Foi um tsunami
Uma onda atônita sem água
Arrasou comigo
E toda geral foi unânime.

Fui voto vencido
Entreguei-me sem oposição
Sem nunca ter combatido
Declarei minha rendição...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Somos - A Mesma Coisa Em OutroLugar...




Doce como se fosse mel
Somos como um sinal
Tal qual mineral
Sal ao vento no céu

Que se une
Em que se funde
Vento e movimento
Dispersam e não dissipam

Do coração não cessa
A batida apressa
E tudo reafirma

Foi partida
Foi regresso
Foi tão perto
Foi minha sina

Amor intenso
Amor imenso
Que não suporta tempo passar
Quer encontrar
A mesma coisa em outro lugar.

Somos - A Mesma Coisa Em OutroLugar...

Doce como se fosse mel
Somos como um sinal
Tal qual mineral
Sal ao vento no céu

Que se une
Em que se funde
Vento e movimento
Dispersam e não dissipam

Do coração não cessa
A batida apressa
E tudo reafirma

Foi partida
Foi regresso
Foi tão perto
Foi minha sina

Amor intenso
Amor imenso
Que não suporta tempo passar
Quer encontrar
A mesma coisa em outro lugar.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Ta Dormindo Cá Dentro Entre Flores De Acácia, Estranho Sentimento...

To chovendo cá fora
Ta dormindo cá dentro
Entre flores de acácia
Estranho sentimento

Ressurge do nada o sol
Acorda o firmamento
Acorda dormindo a dor
Cresce feito um fermento.

Escuto bater a porta
Congela o momento
Será que findou a espera?
Será que findou o tormento?

A porta se cala em paz
A casa está em silêncio
Ta chovendo lá fora
Fez brotar sofrimento

Saudade que sinto agora
Ta doendo cá dentro...